:)

Pesquisar

sábado, 14 de julho de 2018

Análise semanal do mercado da soja, do milho e do trigo

06/07/2018 a 12/07/2018)



Já está disponível o mais recente informativo da CEEMA-UNIJUÍ.
Para acessá-lo e acompanhar as mudanças mais recentes nesses mercados, clique aqui.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

CÂMBIO A R$ 5,50?


Argemiro Luís Brum
12/07/2018


O Bank of America Merril Lynch, em recente relatório, indica que o câmbio no Brasil pode atingir a R$ 5,50 por dólar, em 2019, caso as eleições presidenciais resultem na escolha de um candidato populista que aposte na intervenção estatal na economia, sem se importar com a evolução dos gastos públicos. Tal indicação não é impossível, porém, muito pouco provável. Não é impossível porque, de fato, um cenário eleitoral igual ao acima temido tenderia a colocar na presidência do Banco Central brasileiro uma pessoa pouco comprometida com os ajustes estruturais necessários na economia. Além disso, no final de 2002 (primeira eleição do presidente Lula) o câmbio no país já bateu em R$ 3,95. Considerando o cálculo de paridade de poder de compra, para manter o valor daquela época, o câmbio no Brasil deveria estar hoje ao redor de R$ 7,20 por dólar. Ou seja, tecnicamente existe espaço para uma disparada cambial ainda maior, caso haja motivos para tanto. Todavia, é pouco provável que isso ocorra, pelos seguintes motivos: o Brasil, hoje, possui US$ 382 bilhões de reservas cambiais, as quais existem justamente para proteger a moeda nacional de semelhantes ataques, sendo suficiente para um bom enfrentamento com o mercado se necessário; seria preciso uma presidência do Banco Central muito irresponsável e/ou incompetente para deixar o câmbio se depreciar ao nível de R$ 5,50, sabendo-se que a inflação subiria fortemente, ultrapassando o centro da meta para 2019 (4,25%) e mesmo rompendo o seu teto (5,75%), pois os produtos importados encareceriam ao ritmo do câmbio; a dívida pública brasileira cresceria substancialmente, pois parte da mesma está indexada ao câmbio; para conter a pressão inflacionária o governo teria que elevar a Selic para além dos 8% esperados ao final de 2019, ação que inibiria o crescimento da economia; e considerando-se a disparada cambial de 2002 um fato isolado, nota-se que desde 1995, quando o Plano Real estabilizou a economia, para se manter o valor cambial daquela época, a moeda nacional deveria estar ao redor de R$ 3,60. Dito isso: a) se não desejarmos que a economia perca definitivamente o pouco de rumo que ainda possui, o Banco Central brasileiro, neste restante de 2018, terá que continuar atuante no mercado cambial, visando trazer a taxa para, ao menos, R$ 3,70 em dezembro, independente de interesses eleitorais; b) se os brasileiros elegerem um desenvolvimentista irresponsável, existirá pressão, sim, sobre o câmbio, com o mesmo podendo facilmente romper o teto atual de R$ 4,00 por dólar já no final do corrente ano. Neste caso, chegar ou não aos R$ 5,50 (ou além disso) dependerá de como agirá a nova direção do Banco Central. Esta realidade, entre tantas outras difíceis que nos aguardam, explica o porquê de nossas preocupações quanto a linha econômica a ser escolhida pelos brasileiros nas urnas em outubro próximo.

sábado, 7 de julho de 2018

Análise semanal do mercado da soja, do milho e do trigo

29/06/2018 a 05/07/2018)



Já está disponível o mais recente informativo da CEEMA-UNIJUÍ.
Para acessá-lo e acompanhar as mudanças mais recentes nesses mercados, clique aqui.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

PARA ONDE ESTAMOS INDO


 Argemiro Luís Brum
05/07/2018

A crise econômico-financeira mundial de 2007/08 está levando as diferentes nações a um consenso: a saída da mesma é a manutenção de uma economia de mercado, com a participação do Estado com um papel de organizador e/ou regulador do sistema a ser praticado. Embora a execução de tal processo se apresente difícil, está claro que o Estado assuma outra postura. Trata-se de torná-lo eficiente, competitivo. Dito de outra forma, não há mais espaço para Estados perdulários, que gastam mais que arrecadam, gastando mal e de forma irresponsável. Não há mais espaço para Estados inchados, que transferem os privilégios de um pequeno segmento social que dele se locupleta, inclusive usando sindicatos para isso, para o restante da sociedade pagar a conta, através de impostos sempre maiores, devolvendo serviços públicos de péssima qualidade à população. Ora, para tornar os Estados eficientes, sem que percam seu espaço na economia de mercado, é fundamental que haja correções profundas, hoje chamadas de ajustes fiscais e reformas estruturais. Não se trata de penalizar a população, mas sim de dar condições de longo prazo para que o Estado possa cumprir com seu papel social, sem quebrar economicamente a ponto de alimentar o caos (veja a Venezuela de hoje). Pois bem, nesta dimensão, a realidade brasileira não permite otimismo. Ou seja, passados 10 anos do início da crise mundial e superada a recessão histórica de 2015-2016, fruto de um populismo desenvolvimentista irresponsável, percebemos que pouco fizemos de concreto na direção necessária. Pelo contrário, nos últimos tempos o quadro piorou ao invés de melhorar. A tal ponto que a ociosidade das empresas brasileiras ainda está hoje ao redor de 30%, e a perspectiva de investimentos por parte das indústrias nacionais, que no início de 2018 era de 1,2% a mais do que 2017, inicia o segundo semestre do ano em redução de 0,4% sobre o investido no ano passado. E sem investimento não há PIB que cresça de forma sustentada. E sem melhoria do PIB não há geração de empregos suficiente. Ou seja, o país e sua população ficam marcando passo em torno da mediocridade, o que é “o paraíso” dos privilegiados que vivem às custas do Estado e também daquelas minorias favorecidas pelo setor privado desorganizado. Investir menos significa, igualmente, que teremos menos pesquisa e desenvolvimento. Nestas condições, o país tem perda de renda e redução da capacidade produtiva, em um quadro de atraso tecnológico irrecuperável. Para completar o cenário, corremos o risco de colocar no poder, através das eleições presidenciais de outubro, um governo despreparado, sem condições políticas de fazer o “dever de casa”. Ou mudamos o quadro ou continuaremos atrasando o país, adiando por mais algumas décadas a tão almejada chegada ao “futuro”.

Postagens Anteriores