12/12/2025 a 18/12/2025
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ATENÇÃO:
Como é de praxe, a partir da próxima semana entraremos em recesso de Natal e Ano Novo, assim como em férias coletivas na UNIJUI. Desta forma, esta é a última coluna do ano. Retomarei a postagem das mesmas na segunda semana do mês de fevereiro.
O Brasil iniciará o
ano de 2026 sem grandes mudanças estruturais, situação que compromete nosso
futuro e que já vem de algumas décadas. E o quadro será mais impactante por ser
ele um ano de eleições presidenciais. Ou seja, os resultados econômicos finais
continuarão dependendo de uma forte intervenção pública. Como a crise fiscal já
está quase irreversível e não encontra um sistema eficiente para freá-la, o
novo ano tem tudo para ser o “mais do mesmo”. Ou seja, superficialmente dá-se a
impressão que a economia melhora, porém, estruturalmente o quadro continuará
piorando. A base do problema está no fato que a economia vem girando graças aos
programas públicos (gastos elevados e isenções fiscais descomunais, em muitos
casos mal direcionados). Portanto, não é a dinâmica do setor produtivo em geral,
pela sua capacidade de reprodução, que vem sustentando nossa economia. Nosso
setor produtivo, salvo honrosas exceções, só funciona se houver abundante
intervenção pública favorável. Ocorre que, além de favorecer, em muitos casos,
a incompetência, há cada ano o aumento da crise fiscal vai inviabilizando o
Estado sem que o setor privado tenha capacidade para substituí-lo. Neste
sentido, vale destacar os ensinamentos dos atuais ganhadores do prêmio Nobel de
Economia (Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt). É a inovação que
impulsiona o crescimento econômico. Ficar esperando apenas o Estado é
insuficiente. Eles ensinam que as inovações elevam a produtividade, desafiando
as empresas e os trabalhadores, pois as tecnologias, com o tempo, vão ficando
obsoletas (revisitando Schumpeter). Há, portanto, um ciclo de destruição
criativa, o que gera prosperidade, pois justamente leva a humanidade a inovar.
Ora, se grupos estabelecidos (privilegiados em torno do Estado) bloqueiam a
inovação (negacionistas), a economia tende à estagnação. Por exemplo: políticas
públicas que liberam recursos para empresas ineficientes, inclusive grandes
empresas, são contraproducentes. O Brasil, dominado por grupos estabelecidos,
tem sido pródigo neste sentido nos últimos governos. Os ganhadores do Nobel
ensinam exatamente isso: insistir em tal política é frear a economia, pois a
forte participação do Estado protetor limita a competitividade, atrapalhando a
inovação, impedindo o avanço da Nação.
05/12/2025 a 11/12/2025
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A B3, nossa bolsa de valores, registra um crescimento, em 2025, de 36,9% até o dia 04/12. Em uma economia cujo PIB deve crescer ao redor de 2% no mesmo ano, após 3,4% no ano anterior, tal performance acende o sinal de alerta. Como as ações das principais empresas que, na economia real geram este PIB, podem se valorizar tanto no mesmo período? Na teoria econômica isso indica uma potencial bolha. E toda bolha estoura um dia. Uma das explicações para o movimento estaria no fato de que investidores estrangeiros estão vindo comprar ações das empresas aqui cotadas porque tais ações estão baratas. Existe fundamento nisso, porém, o movimento é meramente especulativo. E a especulação, assim como vem, volta. Afinal, as estatísticas mostram que não há interesse de novas empresas em abrir capital no país. Aliás, a B3 vem perdendo companhias. Ao final de 2021 a B3 tinha 463 companhias listadas. Ao término de 2025 o número previsto é de 420 companhias. É sabido que, embora importante, o mercado acionário pode trazer ganhos e prejuízos, pois muito volátil e, seguidamente, muito especulativo, como vem sendo o caso no momento aqui no Brasil. Tanto é verdade que bastou o anúncio, casuístico, de que um membro da família Bolsonaro seria candidato à presidência da República para o Índice Bovespa perder 4,3% de seu valor em um só dia (05/12). Além disso, outros elementos merecem atenção neste alerta. O primeiro é o possível aumento de saída de dólares do país no final do ano, em função de remessas de lucros das transnacionais à suas matrizes. Segundo o Itaú a saída pode mais do que duplicar em dezembro, passando de 1,8% do passivo externo líquido (média histórica), para 4%. Se isso vier a ocorrer, serão entre US$ 25 bilhões a US$ 35 bilhões que sairão do país. Menos dólares, menos aplicações em ações e outros ativos. O segundo está no aprofundamento do déficit em transações correntes. Em 12 meses, até outubro inclusive, o mesmo chegou a US$ 76,6 bilhões (US$ 57,3 bilhões no mesmo período de 2024). Assim, todo o cuidado é pouco! De quebra, vale lembrar que uma saída de dólares desta envergadura tende a desvalorizar o Real, a qual trabalha em favor de uma alta de preços, podendo impedir uma redução mais significativa da Selic, cujo início está previsto para o primeiro trimestre de 2026.
28/11/2025 a 04/12/2025
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Durante a COP 30 o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), lançou o estudo “Medindo os custos de inação e as capacidades estatais na Bacia Amazônica”. O estudo revelou custo estimado entre 14% e 33% do PIB dos países amazônicos, dentre eles o Brasil, até 2070, caso não haja intervenções preventivas imediatas na região. Segundo o mesmo, os principais impactos identificados seriam: redução de precipitações (chuvas) na altura de 7,9% no oeste amazônico (as secas constantes no Sul do Brasil estão diretamente ligadas a isso); prolongamento significativo dos períodos secos; aumento da temperatura entre 2ºC a 3,3°C em áreas desflorestadas; redução de até 22% nos caudais de rios; redução da evapotranspiração em até 10% em áreas desflorestadas; duplicação de risco de incêndios na Amazônia oriental (e também em outras regiões dos países atingidos). No Brasil como um todo, estima-se que entre 2013 e 2024, as perdas econômicas ultrapassaram R$ 732 bilhões devido a eventos climáticos extremos como secas, enchentes e tempestades, com o agronegócio sendo o setor mais afetado. O número de desastres dobrou nos últimos quatro anos, intensificando a urgência de investimentos em prevenção e adaptação climática. Por sua vez, a crise do lixo custa aproximadamente R$ 97 bilhões/ano ao país. As projeções indicam que os custos com a gestão de resíduos poderão atingir R$ 168,5 bilhões em 2050 se medidas eficazes não forem implementadas. Em duas décadas (período de referência até agosto de 2024), os gastos federais com a proteção da biodiversidade somaram R$ 12,4 bilhões, com a maior parte direcionada para o combate ao desmatamento e incêndios florestais, sendo a maior fonte de emissões de gases de efeito estufa do país. Outro problema é a poluição hídrica e do solo, causada pelo descarte incorreto de esgoto doméstico, resíduos industriais e mineração. Soma-se a isso a perda de biodiversidade devido à degradação de habitats naturais. Ou seja, não se trata mais de “se” ocorrer, mas sim de verificar o estrago que a crise ambiental já está causando no Planeta e no Brasil. Se deixar como está, em algumas décadas grande parte da existência humana, incluindo parte dos brasileiros, estará inviabilizada.