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segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

2026 E SEU PRINCIPAL DESAFIO (Prof. Dr. Argemiro Luís Brum)

 ATENÇÃO:

Como é de praxe, a partir da próxima semana entraremos em recesso de Natal e Ano Novo, assim como em férias coletivas na UNIJUI. Desta forma, esta é a última coluna do ano. Retomarei a postagem das mesmas na segunda semana do mês de fevereiro.

Obrigado pelo convívio neste ano, um Feliz Natal e o melhor 2026 possível.
Abraços.

O Brasil iniciará o ano de 2026 sem grandes mudanças estruturais, situação que compromete nosso futuro e que já vem de algumas décadas. E o quadro será mais impactante por ser ele um ano de eleições presidenciais. Ou seja, os resultados econômicos finais continuarão dependendo de uma forte intervenção pública. Como a crise fiscal já está quase irreversível e não encontra um sistema eficiente para freá-la, o novo ano tem tudo para ser o “mais do mesmo”. Ou seja, superficialmente dá-se a impressão que a economia melhora, porém, estruturalmente o quadro continuará piorando. A base do problema está no fato que a economia vem girando graças aos programas públicos (gastos elevados e isenções fiscais descomunais, em muitos casos mal direcionados). Portanto, não é a dinâmica do setor produtivo em geral, pela sua capacidade de reprodução, que vem sustentando nossa economia. Nosso setor produtivo, salvo honrosas exceções, só funciona se houver abundante intervenção pública favorável. Ocorre que, além de favorecer, em muitos casos, a incompetência, há cada ano o aumento da crise fiscal vai inviabilizando o Estado sem que o setor privado tenha capacidade para substituí-lo. Neste sentido, vale destacar os ensinamentos dos atuais ganhadores do prêmio Nobel de Economia (Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt). É a inovação que impulsiona o crescimento econômico. Ficar esperando apenas o Estado é insuficiente. Eles ensinam que as inovações elevam a produtividade, desafiando as empresas e os trabalhadores, pois as tecnologias, com o tempo, vão ficando obsoletas (revisitando Schumpeter). Há, portanto, um ciclo de destruição criativa, o que gera prosperidade, pois justamente leva a humanidade a inovar. Ora, se grupos estabelecidos (privilegiados em torno do Estado) bloqueiam a inovação (negacionistas), a economia tende à estagnação. Por exemplo: políticas públicas que liberam recursos para empresas ineficientes, inclusive grandes empresas, são contraproducentes. O Brasil, dominado por grupos estabelecidos, tem sido pródigo neste sentido nos últimos governos. Os ganhadores do Nobel ensinam exatamente isso: insistir em tal política é frear a economia, pois a forte participação do Estado protetor limita a competitividade, atrapalhando a inovação, impedindo o avanço da Nação.  

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