ATENÇÃO:
Como é de praxe, a partir da próxima semana entraremos em recesso de Natal e Ano Novo, assim como em férias coletivas na UNIJUI. Desta forma, esta é a última coluna do ano. Retomarei a postagem das mesmas na segunda semana do mês de fevereiro.
O Brasil iniciará o
ano de 2026 sem grandes mudanças estruturais, situação que compromete nosso
futuro e que já vem de algumas décadas. E o quadro será mais impactante por ser
ele um ano de eleições presidenciais. Ou seja, os resultados econômicos finais
continuarão dependendo de uma forte intervenção pública. Como a crise fiscal já
está quase irreversível e não encontra um sistema eficiente para freá-la, o
novo ano tem tudo para ser o “mais do mesmo”. Ou seja, superficialmente dá-se a
impressão que a economia melhora, porém, estruturalmente o quadro continuará
piorando. A base do problema está no fato que a economia vem girando graças aos
programas públicos (gastos elevados e isenções fiscais descomunais, em muitos
casos mal direcionados). Portanto, não é a dinâmica do setor produtivo em geral,
pela sua capacidade de reprodução, que vem sustentando nossa economia. Nosso
setor produtivo, salvo honrosas exceções, só funciona se houver abundante
intervenção pública favorável. Ocorre que, além de favorecer, em muitos casos,
a incompetência, há cada ano o aumento da crise fiscal vai inviabilizando o
Estado sem que o setor privado tenha capacidade para substituí-lo. Neste
sentido, vale destacar os ensinamentos dos atuais ganhadores do prêmio Nobel de
Economia (Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt). É a inovação que
impulsiona o crescimento econômico. Ficar esperando apenas o Estado é
insuficiente. Eles ensinam que as inovações elevam a produtividade, desafiando
as empresas e os trabalhadores, pois as tecnologias, com o tempo, vão ficando
obsoletas (revisitando Schumpeter). Há, portanto, um ciclo de destruição
criativa, o que gera prosperidade, pois justamente leva a humanidade a inovar.
Ora, se grupos estabelecidos (privilegiados em torno do Estado) bloqueiam a
inovação (negacionistas), a economia tende à estagnação. Por exemplo: políticas
públicas que liberam recursos para empresas ineficientes, inclusive grandes
empresas, são contraproducentes. O Brasil, dominado por grupos estabelecidos,
tem sido pródigo neste sentido nos últimos governos. Os ganhadores do Nobel
ensinam exatamente isso: insistir em tal política é frear a economia, pois a
forte participação do Estado protetor limita a competitividade, atrapalhando a
inovação, impedindo o avanço da Nação.