Na última década ganhou força, mundo afora, o debate sobre os problemas ambientais e seus desafios para a sobrevivência da humanidade. As mudanças climáticas, por exemplo, são sentidas em todos os lugares, incluindo diretamente o Rio Grande do Sul. E as mesmas são irreversíveis, pelo menos por uma geração, talvez mais. Em tal contexto surgem as alternativas ditas de energia limpa, menos poluentes. No entanto, se as mesmas têm seu lado positivo, existem igualmente enormes desafios, os quais ganham maior dimensão diante da imprevidência dos gestores públicos, por um lado, e sobre quem paga a conta, de outro lado. Em termos mundiais, a grande preocupação e o mais novo desafio, que ainda parece distante aqui no Brasil, está em como e onde se armazenar as baterias vencidas dos carros elétricos e de outras máquinas movidas à “energia limpa”. Trata-se de um agente altamente poluidor e letal, que ainda precisa ser melhor discutido. Por outro lado, em nosso país, como seguidamente acontece, lançamos projetos importantes de geração de energias alternativas (eólica, solar...), porém, a falta de visão estratégica ligada à infraestrutura necessária nos colocou diante de um problema que poderia ser evitado: como armazenar e canalizar esta energia gerada para que se possa otimizar o seu uso pelo Sistema Interligado Nacional. Hoje, a falta de infraestrutura para interligar a oferta desta energia à demanda enérgica, nos faz literalmente “jogar fora” parte da nova energia gerada. No ano passado, mais de 20% da energia gerada nestas novas matrizes foram desperdiçadas. Assim, o Brasil não aproveita toda a energia renovável que gera devido a gargalos na rede de transmissão, excesso momentâneo de oferta e exigências de segurança do sistema elétrico. Esse desperdício técnico é conhecido no setor como curtailment. Ou seja, apenas começamos um processo para gerarmos energia mais limpa e já tornamos inviável novos empreendimentos na área por imprevidência e incapacidade gerencial. Aliás, o Estado brasileiro sempre foi pródigo em gerar estas situações características de subdesenvolvimento, fazendo a sociedade pagar a conta da imprevidência, geralmente do setor público. Um outro exemplo passou a valer a partir deste 1º de agosto, com o aumento para 32% do etanol à gasolina. (segue)
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segunda-feira, 3 de agosto de 2026
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