A continuidade da guerra no Oriente Médio compromete definitivamente o ano de 2026. Em termos de inflação, o sentimento é de que os preços do petróleo e dos derivados dificilmente recuarão para os níveis de antes da guerra. A questão não está apenas em terminar a guerra. Estudos indicam que serão precisos seis meses após a guerra para se normalizar o mercado petrolífero. Soma-se a isso o fato de que será preciso reparar as indústrias petrolíferas atingidas pelo conflito. Tal custo, neste momento, já estaria ultrapassando a US$ 30 bilhões (duas semanas atrás a consultoria Rystad estimava o custo em US$ 25 bilhões). Enquanto isso, o estreito de Ormuz continua fechado e, agora, os EUA falam em fechá-lo para os navios iranianos e dos aliados do Irã. Com isso, o preço médio do barril de petróleo, em 2026, deverá ficar em US$ 87,00, lembrando que o ano iniciou com o mesmo valendo US$ 61,00. Ou seja, trata-se de um aumento de 42,6% no preço desta matéria-prima energética ainda essencial para o mundo. E isso se o quadro geral não piorar. No Brasil, não se descarta a inflação voltar ao nível do teto da meta anual (4,5%). Não esquecendo que a inflação brasileira só não está maior, agora, porque o governo vem adotando, por razões eleitorais, medidas paliativas para impedir que os preços dos combustíveis aumentem em sua totalidade ao consumidor nacional. Porém, isso aumenta o rombo fiscal. Em tal contexto, não será surpresa se o Copom, em sua próxima reunião, mantiver a atual taxa ou realize um corte diminuto de apenas 0,25 ponto percentual, trazendo a Selic para 14,5% aa. Já pelo lado do câmbio, graças ao fato de sermos, hoje, exportadores de petróleo, o avanço nos preços mundiais do insumo leva o Brasil a ganhar dólares (no primeiro trimestre o saldo comercial brasileiro foi de US$ 14,2 bilhões, sendo que US$ 8,5 bilhões veio da venda de petróleo e lubrificantes). Assim, no momento não é apenas o juro elevado que atrai dólares, mas também as exportações de petróleo e derivados. Essa realidade trouxe o Real para R$ 5,01 por dólar no dia 10/04. Isso segura os preços dos importados e impede um aumento, em reais, dos exportados. Se 2026 já era um ano de cautela, a guerra no Oriente Médio dobrou os riscos e exige ainda mais sabedoria econômica na condução dos negócios e da economia em geral.
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segunda-feira, 13 de abril de 2026
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