24/04/2026 a 30/04/2026
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24/04/2026 a 30/04/2026
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No momento em que o Brasil discute o modelo 5x2, chamamos a atenção para a dificuldade de isso dar certo, pelo lado do crescimento da economia, quando a nossa produtividade do trabalho continua muito baixa. Recente estudo da FGV confirma esta preocupação (Cf. Conjuntura Econômica, FGV, março/26, pp.14-17). Somos uma economia com baixo crescimento de produtividade. Nos últimos 30 anos (1995-2025) a produtividade cresceu menos de 1% ao ano (entre 2011 e 2025 cresceu apenas 0,4%). Enquanto isso, a jornada de trabalho foi reduzida em 2,7 horas semanais. Por sua vez, a oferta de trabalho cresceu 1,4 ponto percentual até 2019, caindo posteriormente. Esta queda se dá pelo envelhecimento da população. Ou seja, o bônus demográfico (período em que a proporção de pessoas em idade ativa - 15 a 64 anos - é maior do que a de dependentes - crianças e idosos -, favorecendo o crescimento econômico) passou e estamos envelhecendo. Ou seja, daqui não sairá mais empuxe para o crescimento econômico nacional. Diante disso, confirma-se que a política econômica expansionista de 2007 a 2013 era insustentável, como alertado diversas vezes. Por outro lado, a taxa de crescimento das horas trabalhadas nos últimos triênios (2020-2025) explica boa parte do crescimento da economia. Ora, já estamos em um nível de emprego (aqui, não se discute a qualidade do mesmo) elevado e com tendência de redução na jornada de trabalho. Portanto, também daqui não virá ajuda ao crescimento da economia. Desta forma, será absolutamente necessário elevar a produtividade média do trabalho. Isso já era necessário antes, imagine-se ao aplicarmos o 5x2. É bom lembrar que, após o crescimento da produtividade chegar a 2,2% em 2023 frente a 2022 (recuperação da paralisação provocada pela pandemia da Covid), esta taxa despencou para 0,4% em 2024 ante 2023, e para 0,3% em 2025 ante 2024. Neste contexto, a taxa de crescimento potencial da economia, para os próximos anos, tende a girar próxima de 1% ao ano, quando o adequado seria 4%. Pode-se reduzir o regime de trabalho no país, porém, os dados mostram que nossa economia não está pronta para isso ou será preciso um enorme esforço em produtividade para compensar a medida. Algo que, infelizmente, a história recente indica não termos conseguido até o momento.
17/04/2026 a 23/04/2026
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Chegamos em meados de abril/26 com o Real valendo R$ 4,99 por dólar, após R$ 6,21 no início de 2025. A moeda brasileira registra, hoje, a sexta maior alta entre 116 moedas mundiais, tendo somente nos primeiros três meses e meio do corrente ano acumulado alta de 9%. Dentre as razões está o fato de que Trump, em seu segundo mandato, apequenou a economia estadunidense. Suas decisões e discursos têm gerado enorme instabilidade, enfraquecendo o dólar. A confiança dos investidores foi minada, com o dólar perdendo espaço como valor refúgio. Isso fortaleceu as moedas emergentes, mesmo em países considerados de risco. Tanto é verdade que o peso argentino foi o que mais se valorizou, seguido da moeda do Cazaquistão e da Colômbia. Ao mesmo tempo, o juro básico no Brasil continua elevado. Os 14,75% ao ano são muito mais interessantes do que o juro básico dos EUA, hoje entre 3,5% e 3,75%. Isso atrai dólares para o Brasil! Entre janeiro e o 10/04 do corrente ano, a entrada de investimentos estrangeiros em nosso país atingiu a US$ 67,4 bilhões, contra US$ 25,4 bilhões em todo o ano de 2025. Por sua vez, a guerra, desta vez, melhorou o saldo comercial brasileiro. Como nestes últimos quatro anos o Brasil se tornou exportador líquido de petróleo, graças ao pré-sal, a guerra levou a um aumento médio no preço do petróleo, ao redor de 50%, e ao fechamento do Estreito de Ormuz (20% do petróleo mundial passa por ali) aumentando a demanda mundial pelo petróleo brasileiro. Apenas em março nossas exportações do insumo subiram 70,4% em relação a março/25. Mais dólares entrando, mais forte o Real. Mas, até quando? Pela paridade de poder de compra, o atual valor do Real se aproxima do ponto de estabilização. Além disso, em terminando a guerra no Oriente Médio os preços do petróleo devem recuar. Enfim, além da possibilidade de o Copom baixar um pouco mais o juro durante o ano, a partir de julho teremos os efeitos das eleições brasileiras de outubro sobre o Real. A questão é: a soma destes elementos, em quanto poderá desvalorizar o Real futuramente? Difícil saber, porém, existe uma certeza: nos últimos anos o país está muito melhor preparado, especialmente em reservas cambiais, para fazer frente a ataques contra sua moeda, desde que ações político/eleitoreiras não se abatam sobre a gestão do Banco Central.
10/04/2026 a 16/04/2026
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A continuidade da guerra no Oriente Médio compromete definitivamente o ano de 2026. Em termos de inflação, o sentimento é de que os preços do petróleo e dos derivados dificilmente recuarão para os níveis de antes da guerra. A questão não está apenas em terminar a guerra. Estudos indicam que serão precisos seis meses após a guerra para se normalizar o mercado petrolífero. Soma-se a isso o fato de que será preciso reparar as indústrias petrolíferas atingidas pelo conflito. Tal custo, neste momento, já estaria ultrapassando a US$ 30 bilhões (duas semanas atrás a consultoria Rystad estimava o custo em US$ 25 bilhões). Enquanto isso, o estreito de Ormuz continua fechado e, agora, os EUA falam em fechá-lo para os navios iranianos e dos aliados do Irã. Com isso, o preço médio do barril de petróleo, em 2026, deverá ficar em US$ 87,00, lembrando que o ano iniciou com o mesmo valendo US$ 61,00. Ou seja, trata-se de um aumento de 42,6% no preço desta matéria-prima energética ainda essencial para o mundo. E isso se o quadro geral não piorar. No Brasil, não se descarta a inflação voltar ao nível do teto da meta anual (4,5%). Não esquecendo que a inflação brasileira só não está maior, agora, porque o governo vem adotando, por razões eleitorais, medidas paliativas para impedir que os preços dos combustíveis aumentem em sua totalidade ao consumidor nacional. Porém, isso aumenta o rombo fiscal. Em tal contexto, não será surpresa se o Copom, em sua próxima reunião, mantiver a atual taxa ou realize um corte diminuto de apenas 0,25 ponto percentual, trazendo a Selic para 14,5% aa. Já pelo lado do câmbio, graças ao fato de sermos, hoje, exportadores de petróleo, o avanço nos preços mundiais do insumo leva o Brasil a ganhar dólares (no primeiro trimestre o saldo comercial brasileiro foi de US$ 14,2 bilhões, sendo que US$ 8,5 bilhões veio da venda de petróleo e lubrificantes). Assim, no momento não é apenas o juro elevado que atrai dólares, mas também as exportações de petróleo e derivados. Essa realidade trouxe o Real para R$ 5,01 por dólar no dia 10/04. Isso segura os preços dos importados e impede um aumento, em reais, dos exportados. Se 2026 já era um ano de cautela, a guerra no Oriente Médio dobrou os riscos e exige ainda mais sabedoria econômica na condução dos negócios e da economia em geral.
03/04/2026 a 09/04/2026
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Apesar de as cotações da soja, em Chicago, terem subido significativamente nestes últimos dois meses, os preços da oleaginosa no Brasil continuam baixos. O bushel, para o primeiro mês cotado, fechou a média de março/26 em US$ 11,70. Em janeiro passado a média foi de US$ 10,52 e em março/25 a média foi de US$ 10,05. Ou seja, em 12 meses o valor médio do bushel ganhou US$ 1,65, ou 16,4%, sendo que grande parte desta alta se deu entre janeiro e março de 2026, com US$ 1,18. Já no mesmo período de 12 meses o valor médio da soja, no Rio Grande do Sul, recuou de R$ 127,60 para R$ 118,74/saco. Ou seja, uma perda nominal de 6,9%. No restante do país o valor médio da oleaginosa, considerando as principais praças produtoras nacionais, recuou de R$ 111,50 para R$ 108,00/saco, isto é, uma queda de 3,1%. No caso gaúcho o quadro é mais grave devido as constantes frustrações de safra. Prêmios reduzidos, comuns nesta época do ano, devido a entrada da nova safra, somados a um Real mais forte, acabam anulando a elevação em Chicago. No caso do câmbio, a média de março/25 foi de R$ 5,75 por dólar, enquanto a média de março/26 ficou em R$ 5,23. Um Real valorizado retira valor, em moeda nacional, dos produtos exportados, caso da soja. E a situação só não está pior porque a recente guerra no Oriente Médio, iniciada em 28/02, valorizou sobremaneira o petróleo no mercado internacional, o qual puxou para cima a cotação do óleo de soja em Chicago. Neste último caso, a libra-peso subiu 14,4% apenas em março/26. E para ficarmos na comparação anual, a média da cotação do óleo de soja em Chicago, em março/25, foi de 42,49 centavos de dólar por libra-peso, enquanto em março/26 tal média alcançou 65,88 centavos. Isso representa uma valorização de 55% no período. Ora, a valorização espetacular do óleo de soja ajudou a puxar para cima o preço do grão em Chicago, pois do seu esmagamento resultam 18,5% deste óleo. O farelo acabou se valorizando 7% no mesmo período. Enfim, se a cotação da soja, em Chicago, tivesse permanecido em torno da média dos últimos 12 meses antes do início do conflito no Oriente Médio (março/25 a fevereiro/26), o preço médio da oleaginosa no Rio Grande do Sul, permanecendo todas as demais variáveis iguais, estaria hoje ao redor de R$ 108,00/saco.
27/03/2026 a 02/04/2026
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