O Brasil iniciou o mês de maio com 82,8 milhões de brasileiros inadimplentes, o equivalente a 50,5% de sua população adulta. O total dos débitos supera R$ 557 bilhões, sendo que 47% dos débitos ativos estão no setor financeiro. Na área empresarial o país tem 8,9 milhões de CNPJs negativados, se mantendo no maior nível da série histórica, somando um total de R$ 212,8 bilhões. O quadro é assustador, sendo simplista apontar o juro elevado como o culpado da situação. Sim, ele é um dos problemas, porém, na prática é a árvore que esconde a floresta. E esta é a baixa remuneração do trabalho em relação ao custo de vida. A tal ponto que o brasileiro está tomando empréstimos para pagar as contas básicas, incluindo a alimentação. Soma-se a isso a inexistência de educação financeira de uma significativa parcela de pessoas. Mesmo com a renda per capita média subindo no país (6,9% a mais em 2025 sobre 2024), as pessoas não têm renda suficiente, em sua maioria, para manter um mínimo de qualidade de vida. Segundo estudo da Pnad Contínua (IBGE), divulgado agora em maio, “o rendimento mensal real domiciliar per capita no Brasil atingiu o recorde de R$ 2.264,00 em 2025”. Ora, esta renda representa tão somente 1,49 salário-mínimo da época. E o rendimento médio mensal real, considerando todas as fontes de renda da população (aluguéis, benefícios sociais etc) chega a R$ 3.367,00 (2,2 salários-mínimos). Mais: o rendimento médio domiciliar per capita dos domicílios que recebiam o Bolsa Família era de R$ 774,00 (meio salário-mínimo) em 2025. Assim, embora o aumento da renda média nos últimos anos, o quadro é gravíssimo, obrigando a população e as empresas a sobreviver a base de empréstimos onde, aí sim, o juro cobra seu preço. Portanto, não basta derrubar a árvore (juro) que esconde a floresta. Isso alivia, mas não resolve o problema. Afinal, “o endividamento bancário no Brasil não está ligado ao consumo impulsivo, mas a uma tentativa de manter o básico em dia” (cf. Serasa). Assim, os brasileiros vão empobrecendo e perdendo qualidade de vida. A conta chegou, pela nossa longa história de concentração de renda, apoiada por determinados segmentos da sociedade. O caminho para reverter isso será longo, dependendo muito da qualidade dos governos que colocaremos no poder daqui em diante e de nossa postura como sociedade.
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