A guerra entre EUA/Israel e Irã traz um enorme potencial inflacionário. Isso porque ela ocorre no centro petrolífero do mundo, com o agravante de que o Irã controla o conhecido Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% do petróleo mundial, além do diesel, componentes para fertilizantes, trigo e outros produtos. No início da corrente semana o petróleo, depois de quatro anos, ultrapassou os US$ 100,00/barril. Para o Brasil, embora atualmente também exportador de petróleo, é bom lembrar que nossas refinarias precisam do produto importado para operar, por questões técnicas e de diferença de qualidade entre o que produzimos e o que importamos. Além disso, somos importadores de diesel. Atualmente compramos no exterior entre 20% a 30% de nossa demanda interna (em 2025 foram 17,3 bilhões de litros). Subindo o preço do petróleo sobe o preço de seus derivados. Ora, se o Brasil não repassar esta alta aos preços internos, os importadores de diesel (maioria privados) paralisam suas compras devido a defasagem de preço e passa a existir, sim, risco de desabastecimento interno do insumo. Isso explica a imposição de cotas de venda de diesel e gasolina nas refinarias feito pela Petrobrás na semana passada. Ocorre que aumentar os preços dos combustíveis gera inflação (o preço interno do diesel já está defasado em 47% em relação à cotação internacional e o da gasolina em 19%). Um aumento da inflação compromete a redução da Selic (prevista para ter início em 18/03) e coloca em risco o atual governo em ano eleitoral. Ou seja, não falta diesel no mundo. O que ocorre é que seu preço subiu muito devido à guerra, a qual também elevou o custo da logística (transporte) do produto. Assim, pode faltar diesel no Brasil caso a Petrobrás não eleve o preço do insumo. Lembrando que duas refinarias privadas, situadas no Nordeste, já elevaram o diesel em R$ 0,21 e a gasolina em R$ 0,30 por litro (isso quando o barril do petróleo ainda estava em US$ 84,00). E a situação só não é pior porque o câmbio está comportado (por enquanto). A lógica indica reajuste de preços gerais destes combustíveis no país, pressão inflacionária evidente e Selic em xeque, com sua redução não iniciando em março e/ou o conjunto da baixa em 2026 sendo bem menor do que o esperado, encerrando o ano acima dos 12%. A duração da guerra no Oriente Médio irá definir o caminho.
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