Com o aumento constante do juro básico (Selic) desde setembro de 2024, era de se esperar que a inflação brasileira baixasse em 2025. Assim, saímos de um IPCA (índice que mede a inflação oficial) de 4,83% em 2024 para 4,26% em 2025, fechando abaixo do teto da meta (4,5%) e sendo a menor inflação desde 2018. Entretanto, como sentimos no dia a dia, ela não recuou da mesma forma para todos os grupos familiares. Para muitos brasileiros a sensação de custo de vida elevado continuou existindo ao término do ano passado. Por quê? Um primeiro elemento se encontra no comportamento do câmbio. O Real se valorizou em boa parte do ano e, quando isso acontece, o mesmo “ajuda a conter o avanço de preços em vários segmentos, especialmente nos bens mais expostos ao comércio internacional”. Com isso, exportar ficou mais caro! Somando-se ao tarifaço de Trump, muitas empresas redirecionaram seus produtos ao mercado interno, derrubando preços locais. Por sua vez, importar ficou mais barato, ajudando a segurar os preços internos. Mas foi na agropecuária que se deu o principal alívio na inflação brasileira em 2025. O clima ajudou e a produção de alimentos cresceu, derrubando os preços da alimentação à domicílio, a qual tem “grande peso no índice geral”. Assim, se de um lado a alimentação no domicílio e bens duráveis caminharam para taxas próximas da meta, pelo outro lado serviços e preços monitorados pelo governo permaneceram resistentes. Com isso, no ano passado a inflação recuou, porém, caiu concentrada em grupos de produtos que, embora relevantes, não são os que mais pesam no dia a dia das famílias. Ou seja, pode-se dizer que a desinflação está em andamento, mas ainda não se consolidou de forma ampla (e talvez não aconteça devido a nova guerra no Oriente Médio). Além disso, “a inflação mais persistente costuma estar associada a fatores estruturais: dinâmica do mercado de trabalho, inércia contratual e expectativas, e quando o alívio vem concentrado em poucos grupos, como agora, o risco é que ele se reverta ou se esgote rapidamente”. Desta forma, para 2026, “a inflação pode até continuar melhorando nos números, mas seguirá incomodando no cotidiano, pois, como se viu em 2025, “ela pode cair, e ainda assim não parecer baixa” para boa parte da população (Cf. Conjuntura Econômica, FGV, janeiro/26, pp. 60-62).
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